INTRODUÇÃO

A AJAP desde sempre desenvolveu algumas atividades no intuito de contribuir para a dinamização e promoção dos territórios rurais, e foi apresentando propostas aos sucessivos Governos para alterar o cenário que vimos assistindo ano após ano.

O território encontra-se no estado em que está na sequência de 40/50 anos de políticas públicas desajustadas, muito desinvestimento nestas regiões, e um conjunto de circunstâncias que levaram ao seu despovoamento, à perda de vitalidade económica, social, cultural e até à perda de muita da sua identidade.

Importa ainda ter bem presente que Portugal é um dos países europeus mais afetado por incêndios florestais, sobretudo em áreas rurais envelhecidas, com menor vigilância e capacidade de resposta a este flagelo. Paira sobre as nossas memórias e sobre o nosso dia-a-dia, especialmente em algumas regiões, o rasto de destruição provocado pelos incêndios rurais e florestais. O desânimo tomou conta destes lugares com paisagens fantásticas onde a natureza e o seu património, fauna e flora, vão sendo ciclicamente devastados pelo fogo, também em parte acelerado pelas alterações climáticas.

O Portugal Rural vive um colapso silencioso e cumulativo: o desequilíbrio profundo entre o rural e o urbano, com territórios rurais a enfrentarem o despovoamento, o envelhecimento populacional e a perda de capacidade económica. Este cenário compromete não só a coesão territorial, mas também a soberania alimentar, a resiliência ambiental e a diversidade cultural do País. O papel da juventude emerge, assim, como fator determinante para a revitalização destes territórios. Jovens agricultores, jovens empresários rurais, empreendedores, universitários e outros jovens, são hoje essenciais para implementar práticas inovadoras, trazer tecnologias digitais e dinamizar novas atividades económicas, desde as ligadas ao turismo, serviços, indústrias criativas, energias renováveis, preservação dos recursos, melhoria dos ecossistemas e economia circular.

Somos defensores de que é necessária uma maior articulação e concentração de esforços entre as diferentes instituições, sejam públicas ou privadas, por forma a que estes territórios se tornem mais atrativos para as pessoas em geral, e para os jovens em particular. Bem sabemos que existe capacidade instalada, trabalho feito, experiência institucional, e algum financiamento disponível, falta apenas maior coordenação estratégica, presença técnica local e uma verdadeira articulação entre programas.

Os territórios rurais não são um problema a resolver, são soluções esquecidas que urge recuperar.

O Rural Innovation Challenges e a Gala AJAP Portugal Winners são duas iniciativas interligadas da AJAP e dos parceiros (CRSUR e Agrimútuo), que visam divulgar nomeadamente as vantagens e os atrativos que os territórios rurais podem representar para os jovens dessas regiões, mas também para jovens oriundos de regiões periurbanas e urbanas. Pelo que nesta categoria pretendemos destacar a importância deste setor para a estratégia do país, e de uma atividade que cada vez mais se moderniza, inova, e se torna mais tecnológica e digital.

A atribuição dos três prémios nesta categoria “Jovem Agricultor” rege-se pelo presente regulamento.

1 - História e Ambição

Ao longo dos seus 43 anos, a AJAP, após a sua constituição, em 1983, promoveu a nível Nacional desde 1986 até 1995, “O Concurso Jovem Agricultor Português”.

Durante uma década, a AJAP teve essa enorme preocupação, divulgar casos de sucesso de jovens agricultores, em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, com o objetivo de promover o setor junto das camadas mais jovens. Recordamos a propósito deste concurso, uma frase do então Presidente Moreira da Silva, no prefácio de uma publicação da AJAP, a este propósito: “a valorização e divulgação da atividade agrícola, por um lado, e a ação pedagógica junto dos jovens por outro, constituem os alicerces desta iniciativa”.

Mais tarde, no seguimento do conceito JER – Jovem Empresário Rural, desenvolvido pela AJAP, e após alguns estudos e trabalhos de vária ordem, surge o reconhecimento pelo Governo da Figura JER – Jovem Empresário Rural, criado oficialmente pelo Decreto-Lei n.º 9/2019, de 18 de janeiro. Com a oficialização da figura JER, pretende-se potenciar o empreendedorismo no mundo rural, a criação de novas empresas e a fixação de jovens empreendedores nestes territórios, contribuindo para a dinamização económica, social, cultural e a criação de emprego. Uns meses mais tarde, seguiu-se a regulamentação do Estatuto JER, através da Portaria n.º 143/2019, de 14 de maio, e ainda em 2019 (logo após a criação do Estatuto JER e da sua regulamentação), a AJAP lança a primeira edição do “Concurso Nacional Jovens Talentos Agro Rurais”, em parceria com o Grupo Crédito Agrícola, com o objetivo de despertar o espírito inovador e empreendedor junto dos alunos das Escolas Profissionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural, iniciativa interrompida pela pandemia (em 2020, 2021 e 2022).

Estas iniciativas da (AJAP Concurso Jovem Agricultor Português e o Concurso Jovens Talentos Agro Rurais), nunca foram esquecidas, aliás, foram mobilizadoras e marcantes junto das comunidades. Apenas mais tarde, após uma concertação de princípios com o desenvolvimento dos territórios rurais, definição de um conjunto de objetivos e metas a atingir com a Caja Rural del Sur – CRSUR, e a Agrimútuo – Federação Nacional da Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, conseguimos agregar as condições, para em parceria podermos avançar com um novo modelo de desafios aos jovens em territórios rurais.

O Rural Innovation Challenges pretende compilar as iniciativas dos concursos anteriores da AJAP, mas tem algumas novidades; alarga ao Ensino Superior em contexto rural, é mais ambicioso nos objetivos e mais abrangente nas preocupações. As ações de divulgação serão em maior número, alargadas a várias realidades nos territórios (rurais, peri-urbanos, urbanos), e com a participação das juntas de freguesias e municípios.

2 - Rural Innovation Challenges

As Zonas Rurais representam uma área que ocupa 80% de Portugal Continental, mas apenas comportam 20% da sua população, por sinal bastante envelhecida.

Necessitamos de tornar estes territórios mais atrativos para os jovens, temos de os colocar no centro de uma estratégia de regeneração rural, dando-lhes condições reais para se fixarem e prosperarem. No setor agrícola, nos setores tradicionais (indústria, comércio e serviços), e em novas atividades associadas às novas tecnologias, à digitalização, à bioeconomia, aos ecossistemas, à conservação da natureza e dos recursos naturais, devidamente articulados numa lógica de desenvolvimento sustentável e equilibrado.

Através do Rural Innovation Challenges, vamos promover inúmeras sessões de divulgação onde pretendemos sensibilizar os nossos cidadãos (urbanos e rurais), para o grave envelhecimento destes territórios, o abandono de várias atividades económicas, que compromete a coesão territorial, a soberania alimentar, a resiliência ambiental e a diversidade cultural do País. A missão, deste nosso enorme desafio, passa também por percorrer Escolas Profissionais, Institutos Politécnicos e Universidades, junto dos alunos que frequentam cursos vocacionados para o desenvolvimento rural e iniciativas empresariais, pretendemos deixar informações acerca do potencial dos territórios rurais, e estimular a ambição dos mais jovens.

É intenção da AJAP, juntamente com os seus parceiros, que este desafio, se possa prolongar durante vários anos, pois estes territórios necessitam de ser promovidos e valorizados, atendendo ao seu potencial. Esta iniciativa, em nosso entender, é muito mais do que um mero concurso, uma vez que a sua maioria se limita a rececionar e avaliar candidaturas, e entregar prémios numa cerimónia final.

O Rural Innovation Challenges é um alerta junto do poder local, regional e nacional, é um alerta junto da sociedade civil e da comunidade estudantil (profissional e académica), para a realidade dos territórios rurais, por um lado as suas fraquezas, nomeadamente o despovoamento, o envelhecimento, a ausência do rejuvenescimento das atividades económicas, a ausência de novas atividades, a resiliência climática, a debilidade de serviços públicos na saúde, na educação, nos transportes, na internet e outros. Mas também compete às entidades promotoras elencar o seu potencial, os apoios existentes, e desafiar os jovens a investir, a empreender, de forma mais organizada e devidamente acompanhados tecnicamente. É muito importante dar a conhecer aos jovens, e à sociedade em geral, o potencial destes territórios e o enorme conjunto de atividades que se podem desenvolver; não só nos setores agrícola, pecuário, florestal e na transformação, como no comércio, indústria e serviços, mas também nas áreas do turismo rural, caça, pesca, preservação dos recursos e da biodiversidade. Em atividades associadas às novas tecnologias, à digitalização à inovação e à inteligência artificial. Será tema ainda destas sessões abordar e divulgar as medidas de investimento e os apoios existentes à instalação de jovens agricultores e à evolução no apoio aos jovens empresários rurais.

Transformar o Portugal Rural num espaço vivo, inclusivo e dinâmico, onde a juventude encontre condições para investir, aprender, criar família e liderar projetos inovadores que assegurem e sustentabilidade e a coesão do País, é o melhor contributo que os responsáveis por esta enorme iniciativa “Rural Innovation Challenges” pretendem deixar a Portugal, a estes territórios, aos jovens e à sociedade em geral.

O Rural Innovation Challenges é composto por quatro categorias diferentes, mas complementares, com três prémios por categoria. Vamos premiar o sucesso, a motivação, o compromisso e os resultados.

As categorias são:

I – Jovem Agricultor

II – Jovem Empresário Rural

III – Jovem Talento Agro Rural – Escolas Profissionais

IV – Academia Rural – Universidades e Institutos Politécnicos

 Entendemos que o desenvolvimento que os Jovens Agricultores imprimem nos territórios rurais, apesar de ser extremamente importante em termos económicos e na criação de emprego, e inclusive na criação de algumas dinâmicas sociais, e culturais, ainda não é suficiente em face do abandono e do envelhecimento que persiste em aumentar nestes territórios. A figura do JER – Jovem Empresário Rural, quando devidamente operacionalizada, aportar novas dinâmicas, criar novas soluções empresariais focadas nas novas tecnologias e na inovação, assente na sustentabilidade, na preservação dos recursos, dos ecossistemas e da biodiversidade.

As duas primeiras categorias são muito importantes neste desafio, porque pretendem relevar os jovens empresários que realmente existem (Jovem Agricultor e Jovem Empresário Rural), e o exemplo a seguir por outros, desde que mais divulgados e disseminados por forma a que muitos jovens, possam inspirar-se e seguir este caminho como opção de vida.

Várias vão ser as sessões de divulgação associadas aos municípios, às associações de agricultores, um pouco por todo o país, onde entre vários assuntos de divulgação e promoção destes territórios, vão ser abordadas, como também as medidas de apoio à instalação de jovens agricultores, e jovens empresários rurais existentes. Estas sessões destinadas à população em geral, pretendem sensibilizar futuros novos jovens para o setor, como jovens agricultores e jovens empresários rurais, pretendem ainda que estes empresários jovens já instalados, apresentem e formalizarem a sua candidatura à categoria que entendem mais apropriada à sua realidade.

Percorrer as Escolas Profissionais, conviver com os seus alunos, partilhar conhecimentos e experiências, ouvir as suas preocupações em relação ao futuro, é de extrema importância, como também importa esclarecer acerca dos apoios existentes à instalação de Jovens Agricultores de Jovens Empresários Rurais. É igualmente importante alertar para os riscos da atividade, cautelas necessárias, mas também abordar as perspetivas de futuro, mercados, preços, bem como divulgar as medidas de apoio nos programas de investimento em vigor. Pretendemos juntamente com os professores das escolas profissionais, que os alunos interessados possam apresentar nas suas Provas de Aptidão Profissional – PAP, algumas ideias de projetos futuros. Nesta categoria ‘Jovem Talento Agro Rural’, a ambição dos promotores do concurso, é que através dele e das sessões de divulgação possamos estimular os jovens para a inovação, para o empreendedorismo, para o desafio das novas tecnologias e para o digital, e que porventura alguns deles um dia as possam utilizar como empresários.

Outra categoria, presente neste desafio, é direcionada aos jovens estudantes dos Institutos Politécnicos e das Universidades, em contexto rural, denominada Academia Rural. Esta categoria visa premiar projetos inovadores, que apresentem iniciativas com potencial para desenvolver áreas de negócio, prestação de serviços, produtos inovadores de exportação e novas formas de divulgar e promover produtos de qualidade superior destes territórios.

3 – Regulamento das Categorias

3.1 – Jovem Agricultor

 Esta categoria é a mais operacional de todas (devido ao facto da figura Jovem Agricultor, contemplar desde 1986 (após a nossa adesão à CEE, apoios à sua instalação), razão aparentemente suficiente para que a percentagem de jovens agricultores em Portugal fosse bem maior, o que não se verifica. Aos dias de hoje, Portugal ocupa o penúltimo lugar no rejuvenescimento no contexto dos países da União Europeia. De acordo com as estatísticas europeias, os jovens agricultores representam 12% dos agricultores europeus e no caso específico de Portugal, apenas 3,7% do total dos agricultores portugueses, são jovens agricultores. Pelo que todos os esforços têm sido insuficientes para inverter esta tendência ameaçadora do envelhecimento desta atividade na grande maioria das regiões. Infelizmente tem subsistido o despovoamento, o abandono de muitas explorações agrícolas e um cada vez menor rejuvenescimento das atividades associadas a este setor.

O Rural Innovation Challenges e a Gala AJAP Portugal Winners são duas iniciativas interligadas da AJAP e dos parceiros (CRSUR e Agrimútuo), que visam divulgar nomeadamente as vantagens e os atrativos que os territórios rurais podem representar para os jovens dessas regiões, mas também para jovens oriundos de regiões periurbanas e urbanas. Pelo que nesta categoria pretendemos destacar a importância deste setor para a estratégia do país, e de uma atividade que cada vez mais se moderniza, inova, e se torna mais tecnológica e digital.

A atribuição dos três prémios nesta categoria “Jovem Agricultor” rege-se pelo presente regulamento.

 

1 – Objetivos

Os objetivos principais da categoria “Jovem Agricultor” são:

  1. Reconhecer e dar visibilidade aos projetos promovidos por Jovens Agricultores em Portugal, dando notoriedade à importância que representam para a dinamização das zonas rurais e visibilidade a estes projetos junto do público em geral (rural, periurbano, urbano);
  2. Promover a partilha das boas práticas associadas aos projetos de investimento;
  • Envolver todas as entidades públicas e privadas para a promoção da importância dos Jovens Agricultores e para a divulgação dos melhores exemplos a nível nacional;
  1. A entrega de prémios e a divulgação dos premiados acontece no último trimestre de cada ano, na Gala AJAP Portugal Winners bem como através da imprensa e dos media partners.

 

2 – Candidaturas

  1. Cada candidato só pode apresentar uma candidatura;
  2. São elegíveis os jovens com idade compreendida entre os 18 e os 40 anos;
  • O período de         candidaturas     será      divulgado          no              site http://www.ajap.pt;
  1. As candidaturas serão entregues exclusivamente em formato digital, através do envio do formulário de inscrição, devidamente preenchido. O link para os formulários encontra-se no site http://www.ajap.pt;
  2. A submissão da candidatura está isenta de custos;
  3. A organização pode solicitar informação adicional na fase de avaliação das candidaturas, bem como promover reuniões ou visitas ao terreno.

 

3 – Critérios de Valorização dos Prémios

Os critérios de atribuição dos prémios da categoria “Jovem Agricultor” são os seguintes por ordem de mérito:

  1. Serão valorizados os produtores que integrem associações de agricultores e que integrem estruturas de comercialização sólidas;
  2. Serão valorizados os projetos que envolvam medidas de sustentabilidade, de promoção da biodiversidade e inovação;
  • Serão valorizados os projetos que envolvam a utilização de tecnologias de agricultura de precisão, economia circular, que promovam o uso eficiente da água e da energia;
  1. Serão destacados os projetos que criem emprego e emprego qualificado.

 

4 – Avaliação das Candidaturas e Decisão

A avaliação das candidaturas será feita em duas fases;

  1. A primeira fase fica a cargo do staff técnico da AJAP, que vai identificar por critérios mensuráveis e objetivos os 12 melhores projetos nesta categoria, que passam à fase seguinte de avaliação;
  2. Na segunda fase de avaliação e decisão final, vai existir por um júri constituído por um representante da CRSUR, um representante da Agrimútuo e um representante do Conselho Consultivo da AJAP, que irão decidir por ordem os três vencedores da categoria “Jovem Agricultor”.

5 – Prémios

Os vencedores desta categoria “Jovem Agricultor” vão ser contemplados com os seguintes prémios:

1º prémio – 4 000,00 € + troféu

2º prémio – 1 000,00 € + troféu

3º prémio – iPad + troféu

 

6 – Confidencialidade

Todos os dados recolhidos no processo de submissão e análise de candidatura serão mantidos sob acordo de confidencialidade por parte das entidades organizadoras, sendo utilizados exclusivamente para este efeito.

3.2 – Jovem Empresário Rural

A figura do Jovem Empresário Rural – JER é definida pelo Decreto-Lei n. º9/2019, de 18 de janeiro, e atribui um caráter distintivo ao empreendedorismo rural ao potenciar a criação de emprego, novas empresas e a fixação de jovens. Acima de tudo pretende valorizar e qualificar os recursos endógenos e promover o investimento em atividades inovadoras e ambientalmente sustentáveis.

A AJAP iniciou em 20º7, estudos e trabalhos preparatórios do JER, envolvendo vários atores públicos e privados atá à sua publicação, referida anteriormente. A fase subsequente da concretização do projeto do JER ficará concluído, a partir do momento em que a figura seja devidamente operacionalizada (esta figura não comtempla apoios à sua instalação, nem mesmo incentivos fiscais), daí a extrema urgência para que possa ser portadora de um conjunto de incentivos ficais e apoios à instalação destes jovens. Estamos absolutamente convencidos que estas duas figuras de jovens empresários (jovem agricultor – CAE Agrícolas, e o jovem empresário rural – CAE não Agrícolas), no pleno da sua operacionalização, podem dar um excelente contributo para atenuar esta tendência de envelhecimento da população destas regiões, do seu despovoamento, do abandono de atividades económicas e do fraco rejuvenescimento das que se vão mantendo. Através do JER – Jovem Empresário Rural está em causa não só a promoção do rejuvenescimento de empresas existentes em territórios rurais, como também o estimulo à instalação de novas empresas (CAE não Agrícola), tendencialmente mais inovadoras, com mais tecnologias associadas e inclusive recorrendo à inteligência artificial sempre que se justifique.

Esta categoria para o promotor AJAP e para os parceiros (CRSUR, Agrimútuo), pretende premiar os jovens empresários rurais existentes em Portugal. É de extrema importância divulgar o arrojo e a ambição de quem, na maior parte das vezes, apenas com os seus meios (não existem apoios específicos para a instalação de jovens empresários rurais nestes territórios), conseguem desenvolver iniciativas de sucesso e mérito e impactantes nas regiões onde se inserem. Estamos convencidos que a dinâmica que o Rural Innovation Challenges e a Gala AJAP Portugal Winners vão promover no País e em concreto nos territórios rurais, através destas iniciativas, possa acelerar o processo da operacionalização do JER, por parte das entidades competentes, nomeadamente o Governo. Estas duas figuras, jovem agricultor e jovens empresário rural, associadas à AJAP, podem ser extremamente mobilizadoras e criar dinâmicas empresariais capazes de atenuar e inverter a tendência do envelhecimento, despovoamento e atrasos económicos que vimos assistindo em crescendo nas últimas cinco décadas em Portugal, nomeadamente nos territórios rurais.

Acreditamos que os territórios rurais não são um problema, são soluções esquecidas que urge recuperar. As figuras do jovem agricultor e do jovem empresário rural são cruciais, mas não dispõem de um ecossistema de apoio suficientemente robusto (acompanhamento técnico, financiamento específico, benefícios fiscais adequados, etc.).

A atribuição dos três prémios nesta categoria “Jovem Empresário Rural” rege-se pelo presente regulamento.

 

1 – Objetivos

Os objetivos principais da categoria “Jovem Empresário Rural” são:

  1. Reconhecer e dar visibilidade aos projetos promovidos por Jovens Empresários Rurais em Portugal, dando notoriedade à importância que representam para a dinamização das zonas rurais e visibilidade a estes projetos junto do público em geral (rural, periurbano, urbano);
  2. Impulsionar o surgimento de eventuais novos projetos, a partir dos existentes com mérito e sucesso;
  • Envolver todas as entidades públicas e privadas para a promoção da importância dos Jovens Empresários Rurais e para a divulgação dos melhores exemplos a nível nacional,
  1. A entrega de prémios e a divulgação dos premiados acontece no último trimestre de cada ano na Gala AJAP Portugal Winners, bem como através da imprensa e dos media partners.

 

2 – Candidaturas

  1. Cada candidato só pode apresentar uma candidatura;
  2. São elegíveis os jovens com idade compreendida entre os 18 e os 40 anos;
  • O período de         candidaturas     será      divulgado          no           site http://www.ajap.pt;
  1. As candidaturas serão entregues exclusivamente em formato digital, através do envio do formulário de inscrição, devidamente preenchido. O link para os formulários encontra-se no site http://www.ajap.pt;
  2. A submissão da candidatura está isenta de custos;
  3. A organização pode solicitar informação adicional na fase de avaliação das candidaturas, bem como promover reuniões ou visitas ao terreno.

 

3 – Critérios de Valorização dos Prémios

Os critérios de atribuição dos prémios da categoria “Jovem Empresário Rural” são os seguintes por ordem de mérito:

  1. Serão valorizados projetos em lugares recônditos, isolados, onde a natureza, o ambiente, a paisagem e as tradições seculares são marcantes e identitárias;
  2. Serão valorizados projetos assentes na sustentabilidade dos recursos, que promovam a biodiversidade, as paisagens, os ecossistemas e os saberes ancestrais, numa simbiose que una e respeite valores como o ambiente, a cultura e o património local;
  • Serão valorizados projetos que promovam a economia circular, o uso eficiente da água, energias alternativas e o uso de resíduos, numa lógica de economia circular;
  1. Serão valorizados os projetos que utilizem novas tecnologias, criem emprego, preferencialmente profissional e qualificado.

 

4 – Avaliação das Candidaturas e Decisão

A avaliação das candidaturas será feita em duas fases:

  1. A primeira fase fica a cargo do staff técnico da AJAP, que vai identificar por critérios mensuráveis e objetivos os 12 melhores projetos nesta categoria, que passam à fase seguinte de avaliação;
  2. Na segunda fase de avaliação e decisão final vai existir um júri constituído por um representante da CRSUR, um representante da Agrimútuo e um representante do Conselho Consultivo da AJAP, que irão decidir, por ordem, os três vencedores da categoria “Jovem Empresário Rural”.

5 – Prémios

Os vencedores desta categoria “Jovem Empresário Rural” vão ser contemplados com os seguintes prémios:

1º prémio – 4 000,00 € + troféu

2º prémio – 1 000,00 € + troféu

3º prémio – iPad + troféu

 

6 – Confidencialidade

Todos os dados recolhidos no processo de submissão e análise de candidatura serão mantidos sob acordo de confidencialidade por parte das entidades organizadoras, sendo utilizados exclusivamente para este efeito.

3.3 – Jovem Talento Agro-Rural

Atendendo ao compromisso com os territórios rurais e ao seu desenvolvimento, esta categoria para a AJAP e seus parceiros (CRSUR, Agrimútuo), pretendem dar a conhecer as vantagens do empreendedorismo e iniciativa empresarial associada às figuras do jovem agricultor e do jovem empresário rural (nomeadamente apoios existentes), nas diferentes sessões junto das Escolas Profissional, bem como divulgar o potencial de investimento que as diferentes zonas rurais associadas aos seus concelhos e freguesias disponibilizam.

Junto deste universo estudantil jovem, pretendemos premiar com esta categoria “Jovem Talento Agro Rural” trabalhos dos alunos finalistas vocacionados para o desenvolvimento de atividades e propostas de criação de empresas, potencialmente capazes de promover dinâmicas económicas, culturais e socias nas zonas rurais.

A atribuição dos prémios nesta categoria “Jovem Talento Agro-Rural” rege-se pelo presente regulamento.

 

1 – Objetivos

Os objetivos principais da categoria “Jovem Talento Agro-Rural” são:

  1. Reconhecer e dar visibilidade aos trabalhos/projetos promovidos por jovens finalistas das diferentes escolas de ensino sócio profissional, dando notoriedade à importância que representam para a dinamização das zonas rurais.
  2. Reconhecer, promover e divulgar a importância deste modelo de ensino prático e empreendedor, com excelentes saídas profissionais, junto do público em geral (rural, periurbano e urbano), lecionado nas Escolas Profissionais;
  • Promover a partilha e a melhor divulgação possível dos trabalhos/projetos desta categoria, em face da originalidade, do saber fazer e da ambição dos jovens finalistas que frequentam este modelo de excelência de ensino profissional;
  1. Envolver todas as entidades públicas e privadas para a promoção e divulgação da importância das Escolas Profissionais que desenvolvem cursos associadas ao desenvolvimento dos territórios rurais. Pela via do empreendedorismo, o objetivo é que possam surgir intenções de candidatura a projetos de jovens agricultores e jovens empresários rurais, inovadores, usando novas ferramentas tecnológicas e digitais capazes de alterar o paradigma destes territórios;
  2. A entrega de prémios e a divulgação dos premiados acontece no último trimestre de cada ano, na Gala AJAP Portugal Winners bem como através da imprensa e dos media partners associados.

 

2 – Candidaturas

  1. Cada candidato só pode apresentar uma candidatura;
  2. O período  de        candidaturas     será      divulgado          no              site http://www.ajap.pt;
  • As candidaturas serão entregues exclusivamente em formato digital, através do envio do formulário de inscrição, devidamente preenchido. O link para os formulários encontra-se no site http://www.ajap.pt;
  1. A submissão da candidatura está isenta de custos;
  2. A organização pode solicitar informação adicional na fase de avaliação das candidaturas, bem como promover reuniões ou visitas ao terreno.

3 – Critérios da Atribuição de Prémios

Os critérios de atribuição da categoria “Jovem Talento Agro-Rural” são os seguintes, por ordem de mérito:

  1. Serão valorizados os trabalhos/projetos que apresentem benefícios diretos para a comunidade local e promovam o fortalecimento da economia rural;
  2. Serão valorizados os trabalhos/projetos assentes na sustentabilidade dos recursos, que promovam a biodiversidade, ecossistemas, que promovam a economia circular, o ambiente, o uso eficiente da água, energias alternativas, e valorizem o uso de resíduos e os saberes ancestrais;
  • Serão valorizados os trabalhos/projetos pelo grau de inovação, com recurso ao uso de novas tecnologias, digitalização, com ideias inovadoras e originais devidamente adaptadas à região e local de implantação;
  1. Serão valorizados os trabalhos/projetos que apresentem um planeamento financeiro com estimativas de custos / proveitos e apresentem viabilidade económica;

4 – Avaliação das Candidaturas e Decisão

A avaliação das candidaturas será feita em três fases.

 

  1. Primeira Fase

Fica a cargo da Escola Profissional aderente. É da responsabilidade dos professores, identificar junto das PAP(s) apresentadas pelos alunos finalistas, os três projetos com melhor enquadramento para submeter à segunda fase de avaliação.

 

  1. Segunda Fase

Fica a cargo a cargo do staff técnico da AJAP, que vai identificar por critérios mensuráveis e objetivos, os 12 melhores projetos nesta categoria, que passam à fase seguinte de avaliação.

       iii. Terceira Fase

A terceira e última fase de avaliação conta com um júri constituído por um representante da CRSUR, um representante da Agrimútuo e um representante do Conselho Consultivo da AJAP, que irão decidir, por ordem, os três vencedores da categoria “Jovem Empresário Rural”.

 

5 – Prémios

Os vencedores desta categoria (1º, 2º e 3º prémio) Jovem Talento Agro-Rural vão ser contemplados com os seguintes prémios:

1º prémio – 1 500,00 € + troféu

2º prémio – 500,00 € + troféu

3º prémio – iPAD + troféu

 

6 – Confidencialidade

Todos os dados recolhidos no processo de submissão e análise de candidatura serão mantidos sob acordo de confidencialidade por parte das entidades organizadoras, sendo utilizados exclusivamente para este efeito.

3.4 – Academia Rural

Atendendo ao compromisso com os territórios rurais e ao seu desenvolvimento, a AJAP e as instituições parceiras (CRSUR, Agrimútuo), pretendem com esta categoria nas sessões de divulgação e junto da comunicação social divulgar as vantagens do empreendedorismo e das iniciativas empresariais associada às figuras do jovem agricultor e do jovem empresário rural.

As sessões de informação serão realizadas nas Universidades e Institutos Politécnicos aderentes, associadas a cursos superiores vocacionados para as áreas (Agrícolas, Desenvolvimento Rural, Turismo, Ecologia e Desenvolvimento do Território), destinadas os alunos finalistas de licenciatura, onde podem também percecionar o potencial de investimento que as diferentes zonas rurais, os seus concelhos e freguesias possuem.

Junto deste universo estudantil académico, vamos valorizar os trabalhos académicos dos alunos finalistas (grau licenciatura), associados a propostas de desenvolvimento de atividades e criação de empresas, serviços e plataformas, capazes de potenciar e promover dinâmicas económicas, culturais e socias nas zonas rurais.

A atribuição dos prémios nesta categoria “Academia Rural” rege-se pelo presente regulamento.

 

1 – Objetivos

Os objetivos principais da categoria “Academia Rural” são:

  1. Reconhecer e dar visibilidade aos trabalhos/projetos promovidos por jovens finalistas de licenciatura, das diferentes Universidades e Institutos Politécnicos, que frequentam cursos superiores adaptados às dinâmicas destes territórios, em face da sua originalidade  dando notoriedade à importância que representam para a dinamização das zonas rurais,
  2. Envolver todas as entidades públicas e privadas para a promoção e divulgação da importância das Universidades e Institutos Politécnicos que desenvolvem cursos superiores associados ao desenvolvimento das zonas rurais. Pela via do empreendedorismo, o objetivo é que possam surgir intenções de candidaturas a projetos de jovens agricultores e jovens empresários rurais, inovadores, usando novas ferramentas tecnológicas e digitais capazes de alterar o paradigma destes territórios
  • Pretende-se que os trabalhos/projetos a apresentar pelos jovens académicos finalistas a esta categoria, assentem preferencialmente na inovação, em novas tecnológicas, na digitalização e na inteligência artificial, e que em certa medida possam representar, para alguns alunos sonhos de vida futura nestes territórios;
  1. A entrega de prémios e a divulgação dos premiados, acontece no último trimestre de cada ano, na Gala AJAP Portugal Winners bem como através da imprensa e dos media partners associados.

 

2 – Candidaturas

  1. Cada candidato só pode apresentar uma candidatura;
  2. O período              de          candidaturas     será      divulgado              no         site http://www.ajap.pt;
  • As candidaturas serão entregues exclusivamente em formato digital, através do envio do formulário de inscrição, devidamente preenchido. O link para os formulários encontra-se no site http://www.ajap.pt;
  1. A submissão da candidatura está isenta de custos;
  2. A organização pode solicitar informação adicional na fase de avaliação das candidaturas, bem como promover reuniões ou visitas ao terreno.

 

3 – Critérios da Atribuição de Prémios

Os critérios de atribuição da categoria “Academia Rural” são os seguintes, por ordem de mérito:

  1. Serão valorizados projetos que apresentem benefícios diretos para a comunidade local, e promover o fortalecimento da economia rural,
  2. Serão valorizados projetos assentes na sustentabilidade dos recursos, promovam a biodiversidade, paisagens, ecossistemas, que promovam a economia circular, o ambiente, o uso eficiente da água, energias alternativas, e valorizem o uso de resíduos e os saberes ancestrais;
  • Serão valorizados projetos pelo grau de inovação, com recurso ao uso de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, ideias novas e originais devidamente adaptadas à região, local de implantação;
  1. Serão valorizados projetos que apresentem um planeamento financeiro detalhado, com estimativas de custos / proveitos e apresente viabilidade económica;

 

4 – Avaliação das Candidaturas e Decisão

A avaliação das candidaturas será feita em duas fases;

 

  1. Primeira Fase

Fica a cargo da Universidade ou do Instituto Politécnico aderente, sendo a escolha dos projetos a submeter à segunda fase de avaliação, responsabilidade dos professores que vão avaliar o projeto de Estágio de Licenciatura de cada aluno finalista, sendo selecionados os três projetos com melhor enquadramento para submeter à segunda fase de avaliação.

 

  1. Segunda Fase

Fica a cargo a cargo do staff técnico da AJAP, que vai identificar por critérios mensuráveis e objetivos os 12 melhores projetos nesta categoria, que passam à fase seguinte de avaliação.

 

iii. Terceira Fase

Na terceira e última fase de avaliação, vai existir por um júri constituído por um representante da CRSUR, um representante da Agrimútuo, um representante do Conselho Consultivo da AJAP, que irão decidir, por ordem, os três vencedores da categoria “Academia Rural”.

 

5 – Prémios

 

Os vencedores desta categoria “Academia Rural” vão ser contemplados com os seguintes prémios:

1º prémio – 2 000,00 € + troféu

2º prémio – 1 000,00 € + troféu

3º prémio – iPAD + troféu

 

6 – Confidencialidade

Todos os dados recolhidos no processo de submissão e análise de candidatura serão mantidos sob acordo de confidencialidade por parte das entidades organizadoras, sendo utilizados exclusivamente para este efeito.